Geradores Cat® asseguram energia para criação de camarões e ajudam a preservar o meio ambiente

Geradores Cat® asseguram energia para criação de camarões e ajudam a preservar o meio ambiente

Para atender a produção, Camanor necessita de energia elétrica 24 horas por dia; equipamentos ainda auxiliam no funcionamento de sistema que reutiliza água

 

Quem visita Barra do Cunhaú, no litoral do Rio Grande do Norte, pode ter a oportunidade conhecer muito mais do que belas paisagens. Lá encontra-se  um dos maiores produtores de camarões do Brasil, a Camanor. Espera um pouco: fazenda de camarões? Existe isso mesmo?

 

“É como se fosse uma indústria: nossa fazenda recebe a pós-larvas com 10 miligramas e coloca no viveiro para crescer até 18 gramas em um ciclo de 110 dias, em média”, explica Werner Jost, fundador da empresa.

 

E para “cultivar” esse crustáceo, uma coisa não pode faltar: energia! Por isso, até mesmo em um lugar a 75 quilômetros da capital Natal, “os Grupos Geradores Cat® e o Suporte ao Cliente da Sotreq estão aptos para garantir que o fornecimento de energia elétrica nunca seja interrompido”, comenta Eduardo Marchiori, Coordenador de Vendas da Sotreq.

 

Os equipamentos adquiridos ainda contribuem para a redução do impacto ambiental na criação de camarões. Jost explica que a Camanor necessita de energia elétrica 24 horas por dia para dar conta do tratamento biológico e mecânico da água. Isso tem a ver, primeiro, com a oxigenação (máquinas injetando oxigênio na água o tempo todo) e, segundo, água em movimento constante – a agitação garante que os alimentos circulem entre os camarões e que as bactérias e a carga orgânica não fiquem no fundo do viveiro.

 

“Não pode faltar energia por mais de 15 minutos, senão os camarões morrem. E o prejuízo é imenso. Energia constante e de qualidade é vital para a carcinicultura [cultura de crustáceos]. Por isso escolhermos a Sotreq para ser nossa parceira neste desafio”, acrescenta o fundador da empresa.

 

Mancha branca

Há alguns anos, a Camanor perdeu toda produção de camarões por causa da “mancha branca”, um vírus que não tem efeito para o homem, mas que dizima os camarões.

 

No mundo, essa é a maior ameaça que os carcinicultores enfrentam. “Na época, quase falimos, mas aprendemos a lição”, conta Jost. Em 2013, a empresa desenvolveu e confirmou o AquaScience, tecnologia de produção que inclui recirculação, tratamento e reutilização de água, tudo interligado em um único sistema de produção, onde cada um completa o espaço deixado pelo outro de forma sincrônica.

 

No ano passado, 90% das fazendas do Ceará e Rio Grande do Norte, que formam o principal polo da carcinicultura brasileira, tiveram sua produção bem comprometida  pela “mancha branca”. “Nós, continuamos produzindo sem problemas”.

 

“Tanto em termos de volume de produção, quando de tecnologia, a Camanor está suportada pelos equipamentos Cat®, possuindo em sua infraestrutura sete Grupos Geradores Cat® C18, de 750 kVA cada”, afirma Marchiori.

 

Com o AquaScience, toda a carga orgânica produzida é reprocessada dentro do próprio sistema. Ou seja, a mesma água circula durante todo o ciclo de 110 dias: isso equivale a 10% da água usada em um sistema clássico de aquicultura.

 

Ao recolher o camarão, ela é drenada dos viveiros para um canal e jogada em um reservatório que não tem contato com o meio ambiente. “Depois, bombeamos essa água de volta para os viveiros: a sobrecarga de material orgânico que seria danosa para o ecossistema é boa para os viveiros de camarões”, analisa Jost.

 

O AquaScience recebeu o selo de Sustentabilidade do Instituto Chico Mendes e um prêmio internacional de inovação tecnológica do GAA – Global Aquaculture Alliance.

 

Produção

A Camanor produz 2100 toneladas de camarão por ano em 22 hectares. Nos próximos 18 meses, o objetivo é mais que dobrar a produção e a área.

 

Jost explica que há dois tipos de culturas de camarões: de baixa e alta densidade. A primeira vai de um camarão por metro quadrado ou mesmo de um a cada 10 m². “Nós trabalhamos em alta, com 350 camarões por m² e caminhamos para dobrar essa densidade para 700 por m²”. Entre 2002 e 2008, a Camanor foi o maior produtor do Brasil e o maior exportador.

 

“O que nós encontramos na Sotreq é um fornecedor de confiança. Não basta o produto: é preciso o suporte. E para nós, o gerador é um produto de importância vital”, finaliza Jost.