Mulher também pode ser mecânica

Mulher também pode ser mecânica

Elisângela trabalha há nove anos na profissão e atualmente faz a manutenção de empilhadeiras Hyster e Yale, na Somov

 

Como entrou nessa profissão? Na verdade, ela nunca fez outra coisa. Antes de trabalhar na manutenção de empilhadeiras, fazia o mesmo com roçadeiras, motosserras e lavadoras de alta pressão.

Desde criança, Elisângela sempre gostou de desmontar coisas para saber como funcionavam. “Sempre fui muito curiosa”, conta. Por influência de um amigo, decidiu estudar Mecânica e se formou em Mecânica Industrial. “A parte de usinagem e fabricação de peças nunca me atraiu muito”, lembra.

 

Tudo mudou quando começou um estágio em uma loja de ferramentas, onde se encontrou na área de manutenção. Logo no primeiro dia, seu antigo chefe mandou um baita desafio: lixar um compressor que seria reformado.

 

“Fiz isso durante três dias. No quarto, ele apareceu e disse que eu era a única estagiária a ficar lá a semana toda, para finalizar um trabalho com tanto capricho. Ele falou: ‘agora você vai começar a trabalhar de verdade e vou te ensinar tudo o que eu sei’”, conta. 

 

A promessa foi cumprida e, em apenas três meses, Elisângela foi efetivada.

 

Na Somov

Para ela, trabalhar com máquinas Hyster e Yale tem sido uma excelente experiência. No início, seus colegas tinham certa curiosidade em saber se já tinha trabalhado como mecânica e por que tinha escolhido essa profissão, mas todos a receberam muito bem.

 

“Gosto da oficina em que trabalho hoje. Os homens me respeitam muito, são engraçados, me divirto bastante e sempre que preciso de ajuda para pegar algum peso, tem sempre alguém disposto a me ajudar. Ah, e se não assisto aos jogos de futebol do fim de semana, eles sempre me deixam atualizada”, brinca.

 

Mão na massa

A mecânica já tinha tido contato com uma empilhadeira da marca Hyster, mas só foi conhecer mesmo quando entrou na Somov.

 

A primeira máquina em que fez manutenção foi a Hyster P2.2, algo que considera marcante. O equipamento não funcionava, mas saiu da oficina com peças e pintura novas, parecendo novo. “Ficou lindo! Costumo brincar que dava para colocar como decoração de sala”, comenta.

 

Para o futuro, Elisângela quer continuar aprendendo mais sobre empilhadeiras que a tem fascinado muito. Mas ela também tem outros planos. “O que planejo, com certeza, é ser feliz e me sentir bem onde estou, fazendo o que gosto e com as pessoas que estou trabalhando. Tudo isso é sucesso garantido”, conclui.