Óleo e Gás: movimentação do setor estimula indústria

Óleo e Gás: movimentação do setor estimula indústria

Produção nacional de petróleo está em crescimento e apresenta ótimas perspectivas para 2018

 

Em 2017, o setor de Óleo e Gás no Brasil mostrou sinais de movimentação. Relatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que a produção nacional de petróleo cresceu 4% - uma média de 2,622 milhões de barris diários.

 

O volume de gás natural também apresentou alta, desta vez de 6% (110 milhões de metros cúbicos diários), segundo a entidade. A produção total de óleo e gás, por sua vez, subiu 4,8% em 2017 para média de 3,313 milhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia).

 

Os números, puxados principalmente pela exploração nos campos do Pré-Sal, animam a indústria do setor e mostram a importância de as empresas estarem preparadas para atender as futuras demandas.

 

Para falar sobre isso, ELO News entrevistou Filipe Lopes, Diretor da Unidade de Negócios Petróleo e Marítimo, área da Sotreq que fornece soluções de sistemas de geração de energia e acionamento mecânico, bem como suporte ao produto para as aplicações nos diversos segmentos da indústria de Óleo & Gás. Confira.

 

ELO News: Como a Sotreq contribuiu para o avanço do setor?

Filipe Lopes: Sendo um fornecedor chave para nossos clientes, contribuindo para que suas operações não sejam interrompidas e, ao mesmo tempo, tenham o menor custo operacional possível.

 

ELO News: 2017 foi um ano promissor no que se refere à produção de petróleo e de gás natural no país. Como a área de Óleo e Gás da Sotreq encarou esse período?

Filipe Lopes: Apesar de a produção ter aumentado, o número de ativos operando reduziu significativamente devido à redução nas atividades de exploração. Entretanto, com uma estratégia de diversificação do nosso portfólio de produtos e serviços, conseguimos manter nosso volume de negócios em Suporte ao Produto se compararmos o ano de 2017 com 2016.

 

ELO News: E para 2018, quais são as expectativas?

Filipe Lopes: Já vivemos um momento onde começaram a surgir boas notícias no mercado, tanto na esfera internacional, com o aumento no preço do barril do petróleo, quanto nacional, com os novos leilões realizados no ano passado e com a abertura do Pré-Sal para as operadoras estrangeiras. Porém, apesar de boas, estas notícias só causarão impacto significativo apenas no médio prazo.

 

ELO News: A empresa realizou algum investimento recentemente ou pretende realizar em 2018?

Filipe Lopes: Nossos principais investimentos em 2018 estão ligados ao ferramental para atendimento de campo, assim como treinamento e aperfeiçoamento de técnicos e engenheiros de serviços, onde teremos início da operação de nosso novo contrato com a Petrobras para manutenção de motores EMD.

 

ELO News: O que a Sotreq pretende apresentar de diferente para o setor?

Filipe Lopes: Estamos cada vez mais concentrados em suportar nossos clientes a gerirem seus ativos. Já passou do tempo onde subíamos a bordo apenas para realizar manutenções de acordo com o manual. Hoje, por meio dos novos recursos tecnológicos que dispomos, estamos cada vez mais capacitados para garantir a máxima utilização dos equipamentos de nossos clientes, sempre atentos para que os custos sejam os menores possíveis.

 

ELO News: A ANP estima arrecadar cerca de R$ 3,5 bilhões em bônus de assinatura com leilões de petróleo em 2018. O que isso representa para os negócios da Sotreq?

Filipe Lopes: De forma geral, os equipamentos que fornecemos têm maior expressividade nas operações de nossos clientes durante a fase de exploração, principalmente na perfuração de poços. Assim, acreditamos que os leilões ocorridos no ano passado nos trarão um grande retorno por volta de 2019.

 

ELO News: E quanto às etapas do Circuito Virtuoso da Indústria de Óleo e Gás no Brasil. Como elas têm colaborado para os negócios da Sotreq?

Filipe Lopes:  O grande objetivo do Circuito Virtuoso é, neste novo momento onde a indústria de Óleo & Gás está renascendo no Brasil, mostrar aos novos players que a indústria Nacional está apta a atendê-los. Ou seja, aproximar os novos demandantes dos fornecedores que investiram no Brasil e estão plenamente capacitados para atender as demandas técnicas, sem perder a competitividade internacional, como é o nosso caso.

 

ELO News: O fato de estarmos em um ano eleitoral interfere de alguma maneira nos negócios das empresas do setor?

Filipe Lopes: De forma geral, ano de eleição sempre traz algumas incertezas para a economia nacional, porém, acreditamos que o crescimento da indústria internacional de Óleo & Gás, e as medidas domésticas já adotadas serão suficientes para garantir o reaquecimento deste mercado no Brasil.