Soimpex coordena exportação de 36 máquinas para Leiriprensa

Soimpex coordena exportação de 36 máquinas para Leiriprensa

Empresa portuguesa contratou serviço de logística; equipamentos foram enviados para Portugal, Austrália, Estados Unidos e Irlanda

 

A exportação de equipamentos de grande porte envolve um complexo trabalho de logística. Isso porque há muitos fatores envolvidos, por exemplo, o tempo de permanência do navio no porto, prazo de desmontagem de máquinas, equipe técnica qualificada e estrutura portuária adequada.

 

Sem falar na programação em relação ao tempo, item fundamental, já que é necessário haver sincronia entre a data de coleta das máquinas nos pontos de origem e prazo de permanência no porto para desmontagem e ovação, de forma a atender a programação de embarque do navio. É preciso prever tudo isso para evitar imprevistos e custos extras.

 

Em 2017, a Leiriprensa, empresa portuguesa que tem como uma de suas práticas a compra de equipamentos no mercado mundial, voltou seus olhos para o Brasil com a aquisição de 36 máquinas da Sotreq. “A alta do dólar facilitou a concretização de mais negócios no país, que hoje é um dos mercados que mais compramos”, afirma Paula Machado, da área de Operações e Marketing da Leiriprensa.

 

O objetivo era levar os produtos para Portugal, Austrália, Estados Unidos e Irlanda. Seria menos complexo se os equipamentos estivessem no mesmo local. No entanto, estavam distribuídos em diferentes cidades, como Goiânia (GO), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Sumaré (SP).

 

Foi quando a Soimpex, empresa de logística do Grupo Sotreq, foi contratada para coordenar toda a logística de exportação. “Compramos muitos equipamentos da Sotreq, então, preferimos sempre fazer as exportações com a Soimpex, o que facilita nosso processo de exportação”, diz Paula.

 

A fim de reduzir o frete interno e aumentar a segurança, o planejamento era embarcar as máquinas pelo porto de Santos (SP), de Vitória (ES), de Fortaleza (CE) e de Suape (PE) – os mais próximos de onde os equipamentos estavam.

 

Além disso, o trabalho envolvia operações de cargas e descargas de caminhões e contêineres, serviços de manutenção técnica, inspeções, ovação de contêiner, peação, adequação para transporte, reparos mecânicos e montagem e desmontagem de equipamentos.

 

“Para obter ganhos logísticos, tivemos a necessidade de desmontar as máquinas devido às suas dimensões, que ultrapassavam o tamanho do contêiner, tanto em altura quanto em largura”, comenta Valeska Sily Vasconcellos, Gerente Comercial da Soimpex.

 

Com isso, a Soimpex facilita a movimentação global de mercadorias, reduzindo barreiras. Isso gera competitividade para o cliente.

 

Planejamento logístico

A Soimpex já exporta equipamentos para vários países, como Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e também para outros continentes, como África, Ásia e Europa. No caso da Leiriprensa, o maior desafio da operação era fazer a exportação de muitas máquinas simultaneamente, com pontos de embarque e destino distintos. 

 

“Temos o planejamento logístico e estratégico desde a origem até o destino final. Mantemos o cliente informado sobre o andamento do processo”, diz Valeska. Depois de muito planejamento, a operação foi um sucesso. As máquinas foram desmontadas e estufadas em contêineres e levadas para os destinos estabelecidos.

 

A Leiriprensa vê com bons olhos as oportunidades no Brasil. “Temos boas expectativas com o mercado de usados no Brasil para os próximos anos”, conclui Paula.