Tecnologia que identifica fadiga aumenta segurança de operadores em mineradora

Tecnologia que identifica fadiga aumenta segurança de operadores em mineradora

 

Fornecido pela Caterpillar, sistema alerta sobre eventos de fadiga e distração em funcionários de equipamentos móveis

Em janeiro de 2018, a Mineração Rio do Norte, maior produtora brasileira de bauxita (matéria-prima do alumínio), deu um passo importante em relação ao aumento de segurança de seus operadores e redução do custo de reparo em equipamentos.

 

A empresa fechou um contrato de DSS (Driver Safety System) com a Sotreq para 93 unidades. Conhecido também como Sistema para Monitoramento de Fadiga, a solução faz a leitura facial, orientação da cabeça e identificação dos olhos com objetivo de alertar eventos de fadiga e distração em operadores de equipamentos móveis.

 

Fornecida pela Caterpillar, a solução não é invasiva, ou seja, não necessita que o operador tenha um dispositivo adicional ou interface direta com o sistema. Com isso, o funcionário se mantém focado na atividade, reduzindo os riscos de possíveis acidentes.

 

“Devido ao aumento da distância média de transporte e do número de caminhões na empresa, tem-se um maior risco de acidentes relacionados à fadiga do operador”, explica Igor Antonio de Mendonça Ribeiro, Engenheiro de Operação de Mina e Coordenador do Comitê de Gestão de Fadiga da MRN. “Outro ponto foi a mudança de regime de turno, passando de 8h para 11h”, complementa.

 

Além disso, de acordo com Ribeiro, o DSS tem contribuído para uma mudança de cultura. “Os operadores estão respeitando seus horários, buscando se preparar melhor para a jornada de trabalho e reduzindo custo com acidente por fadiga”.

Como funciona

O DSS reduz os riscos de colisão e tombamento, por exemplo, de caminhões durante o deslocamento de longa distância, alertando o operador que está com sintomas de fadiga. Mas como funciona esse processo?

 

Quando os sintomas de fadiga são identificados, a solução cria um alerta sonoro e vibratório ao operador. Esse alerta é enviado para analistas de fatores humanos da Caterpillar, em tempo real. Após classificação do evento e análise de sua criticidade, o alerta vai para a central de controle do cliente, que inicia o processo de trabalho criado entre as partes. O monitoramento de eventos acontece 24 horas nos 7 dias da semana.

 

“É realizada uma abordagem inicial pelo gestor, questionando se o funcionário dormiu bem, se está fazendo uso de medicação, problemas pessoais ou no trabalho, ou seja, ele é avaliado se está apto ou não a continuar na operação naquele momento”, comenta João Eleutério da Conceição Oliveira, Gerente de Área de Mineração da MRN.

 

Em seguida é realizada uma segunda abordagem em que o gestor observa o comportamento do funcionário. Se o operador tem ciência da causa do desvio e condições de atuar sozinho, ele é orientado a adotar as medidas adequadas, caso contrário, a situação deverá ser tratada de forma específica, caso a caso.

 

“Por exemplo, se o operador está usando medicação que causa sono, dorme mal ou apresenta alguma situação de saúde ou social que afete seu trabalho, ele deverá ser encaminhado para avaliação com a assistente social ou o médico do trabalho”, explica Oliveira. “Ou seja, além da percepção do gestor, há uma avaliação clínico-social”, diz.

 

“Os dados obtidos produzem relatórios que podem gerar alterações no procedimento da mina, visando reduzir exposição dos operadores à fadiga ou distração no longo prazo”, comenta Francisco Neto, Consultor de Vendas Mineração da Sotreq.

 

Sistema líder no mundo

Neto conta que, nos últimos meses, visitou a MRN juntamente de um PHD em fatores humanos da Caterpillar para realização de workshop local. “O DSS está totalmente implementado, cabendo à Sotreq auxiliar no monitoramento dos eventos e acompanhamento dos relatórios, além de fornecer consultoria técnica à mina”.

 

A solução DSS é o sistema líder no mundo. Em 2017, a Sotreq comercializou mais de 200 unidades no Brasil em quatro grandes mineradoras do mercado. “Temos percebido grande interesse por soluções de monitoramento de fadiga, demonstrando cada vez mais a preocupação dos clientes na gestão de fadiga tão comum e corriqueira em ambientes que exigem alto desempenho 24 horas por dia”, finaliza Neto.